Rafaela Mezzomo

DIU hormonal e DIU não hormonal: Qual usar?

Ambos têm suas vantagens e autonomia, por exemplo:

DIUs Hormonais

Os DIUs hormonais(Mirena e Kyleena) têm duração de 5 anos e usam o hormônio levonorgestrel, que age no útero, tornando o muco cervical mais espesso, impedindo a entrada de espermatozoides, e evitando o óvulo de ser fertilizado. 

Eles são mais indicados para mulheres com sangramento menstrual intenso, pois pode diminuir a intensidade e a duração do fluxo menstrual, além de diminuir as cólicas menstruais.

Em alguns casos pode até suspender a menstruação, mas isso depende do organismo de cada mulher.

DIU não hormonal

O DIU não hormonal, conhecido como DIU de cobre, com duração de 10 anos, é feito de um material tóxico para os espermatozoides, tornando o útero um ambiente hostil para o esperma. 

Ele pode ser uma opção melhor para mulheres que desejam evitar hormônios em seu corpo ou para aquelas que têm alergia aos hormônios utilizados nos contraceptivos hormonais. 

Algumas mulheres relatam um aumento no fluxo menstrual e nas cólicas, mas isso varia de mulher para mulher.

Qual usar?

Ambos os tipos de DIU têm uma taxa de eficácia muito alta, com menos de 1% de chance de gravidez e podem ser removidos a qualquer momento e sem causar prejuízo a fertilidade.

Resumindo, a escolha entre o DIU hormonal e não hormonal deve ser feita em conjunto com sua ginecologista, pois ela vai considerar todo o seu histórico médico e seus objetivos de contracepção, para te indicar o tipo que melhor para você.

Qual método você usa? Tem vontade de usar DIU?

Diabetes gestacional: O que preciso saber?

Diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma doença caracterizada pela intolerância à glicose que se inicia durante a gestação.

Esta é uma condição definida pelos níveis elevados de açúcares no sangue. 

O que acontece é que alguns hormônios produzidos pela placenta diminuem a efetividade da insulina em reduzir a glicose do sangue, resultando na DMG. 

Os principais fatores de risco são:
  • Sobrepeso/obesidade antes da gestação 
  • Elevação demasiada do peso durante a gestação
  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP)
  • Uso de medicamentos hiperglicemiantes
  • Hipertensão arterial sistêmica
  • Hipertrigliceridemia
  • Acidentes obstétricos, como perdas gestacionais prévias, história de diabetes gestacional prévio, recém-nascido anterior com peso ≥ 4 kg

Para a mãe, os riscos incluem chance aumentada para pré-eclâmpsia, parto prematuro, diabetes no futuro e risco de aborto.  

Já para o bebê, devido à exposição aos níveis elevados de glicemia e insulina, pode ocorrer ganho de peso excessivo. 

Como é feito o diagnóstico?  

No início do pré-natal é medida a glicemia da gestante, onde os valores de referência são:

  • Glicemia em jejum ≥ 126 mg/dL sugere diagnóstico de Diabetes Mellitus prévio a gestação   
  • Glicemia de jejum entre 92 mg/dL e 125 mg/dL sugere o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional  
     

As gestantes também são submetidas ao teste da curva glicêmica, onde as taxas devem dar os valores abaixo, acima já é DMG.

  • Glicemia em jejum ≥ 92 mg/dL    
  • Glicemia 1 hora após sobrecarga ≥ 180 mg/dL     
  • Glicemia 2 horas após sobrecarga ≥ 153 mg/dL
     

DMG tem tratamento e é feito principalmente com dieta balanceada, atividade física regular e medicamentos, como o uso de insulina subcutânea(para casos específicos). 

Algumas práticas alimentares que podem auxiliar na diabetes gestacional são:   
  • Reduzir o consumo de açúcar e farinhas branca, ambos carboidratos simples  
  • Dar preferência a carboidratos integrais  
  • Priorizar o consumo de alimentos ricos em fibras  
  • Consumir mais proteínas magras  
  • Preferir gorduras boas, como, por exemplo, castanhas e azeite de oliva    

Cada pessoa possui suas próprias particularidades, sendo necessário passar por consulta nutricional antes de adotar qualquer dieta.  

A DMG é um dos motivos que fazem com que o acompanhamento pré-gestacional seja tão importante, pois assim é possível avaliar o histórico clínico da paciente antes da concepção e orientá-la para ter uma gestação mais saudável.

Scroll to Top